Flávio Lourenço, de 43 anos, foi indiciado por latrocínio e ocultação de cadáver do servidor da Polícia Civil João Lourenço, de 64 anos.
Novas imagens revelam a dinâmica do assassinato do servidor da Polícia Civil João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, morto pelo próprio filho, Flávio Lourenço de Oliveira, de 43 anos. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou Flávio por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. Segundo as investigações, o crime foi premeditado e teve como motivação a intenção de ficar com a caminhonete da vítima.
De acordo com o delegado João Paulo Mendes, responsável pelas investigações, Flávio agiu sozinho na execução do crime. As imagens mostram o suspeito passando em frente à casa do pai na manhã de 13 de junho. Em seguida, ele estaciona o carro a cerca de 500 metros do imóvel e retorna a pé carregando uma sacola plástica azul.
A polícia acredita que dentro da sacola estava o revólver calibre 38 usado no crime, alugado um dia antes na cidade de Bela Vista. Segundo o delegado, ninguém além de Flávio entrou na residência entre 8h e o meio-dia, período em que o assassinato ocorreu.
“As imagens e os demais elementos da investigação confirmam que ele chegou sozinho, entrou na residência e foi o único a permanecer no local durante todo o período em que o crime aconteceu”, afirmou João Paulo Mendes.
Outra gravação mostra Flávio já em uma região de mata, onde, segundo a investigação, ocultou o corpo do pai após o homicídio.
Motivação
A investigação também descartou a versão de que a caminhonete seria uma herança deixada por João Lourenço. A companheira da vítima, Ilda, afirmou que essa hipótese nunca existiu.
“Nunca foi herança”, declarou.
Segundo a Polícia Civil, Flávio pretendia se apropriar do veículo e já possuía histórico de crimes contra o próprio pai. Conforme o delegado, em pelo menos duas ocasiões anteriores ele tentou furtar bens da vítima. Em um dos casos, ocorrido por volta de 2005, foi encontrado escondido debaixo da cama após invadir a casa do pai para tentar levar dinheiro e objetos.
Outros indiciados
Além de Flávio, o inquérito indiciou João Lucas, apontado como o homem que alugou a arma utilizada no crime e que, posteriormente, buscou a caminhonete para tentar repassá-la. Ele também responderá por latrocínio.
Outras três pessoas foram indiciadas por receptação, por participação na ocultação e deslocamento da caminhonete. Um sexto investigado responderá por favorecimento pessoal, por esconder João Lucas em uma chácara, além de posse ilegal de arma de fogo.
Pena pode superar 30 anos
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça ou solicitar novas diligências.
Segundo o delegado João Paulo Mendes, caso seja condenado, Flávio poderá cumprir pena superior a 30 anos de prisão, podendo chegar a 33 anos pelos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver. João Lucas também pode ser condenado a até 30 anos de prisão, enquanto os demais investigados responderão pelos crimes correspondentes à participação de cada um.
Abalada, Ilda disse que a família espera apenas que a Justiça seja feita.
“É muita angústia, muita dor. Peço a Deus todos os dias que tire essa dor do meu coração. Toda a família e todos os amigos do João esperam por justiça”, afirmou.