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Mulher suspeita de matar jornalista vai continuar presa

Decisão foi tomada pela juíza Maria Umbelina Zorzetti durante audiência de custódia neste sábado (25). A magistrada citou a necessidade de garantir a ordem pública e proteger a principal testemunha, companheira da investigada, que também ficou ferida no apartamento.

Redação IG NEWS GO

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 25/07/2026, 19:37
Mulher suspeita de matar jornalista vai continuar presa

A Justiça de Goiás converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, suspeita de matar o jornalista Delson Carlos a facadas dentro de um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia. A decisão foi tomada pela juíza plantonista Maria Umbelina Zorzetti durante audiência de custódia realizada neste sábado (25).

Durante a audiência, a Defensoria Pública pediu que Renata respondesse ao processo em liberdade. O Ministério Público, no entanto, se manifestou pela manutenção da prisão. A juíza acolheu o pedido do MP e decretou a prisão preventiva.

Na decisão, a magistrada destacou que há provas materiais da prática dos crimes de homicídio e lesão corporal. Outro argumento utilizado foi a necessidade de proteger a principal testemunha do caso, a companheira da investigada, que presenciou os fatos, ficou ferida durante o ataque e sobreviveu.

Durante a audiência, Renata respondeu às perguntas da juíza sobre o estado de saúde e afirmou que não faz uso de drogas ilícitas, consome bebida alcoólica apenas ocasionalmente e negou ter transtorno mental ou fazer tratamento psiquiátrico.

Relembre o caso

Segundo a Polícia Militar, o jornalista Delson Carlos foi morto após uma discussão envolvendo duas mulheres dentro de um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia. De acordo com o capitão Gustavo Arantes, Delson, Renata e Márcia Maria Carolli consumiam bebidas alcoólicas quando ocorreu um desentendimento.

Conforme a PM, Renata esfaqueou o jornalista, que morreu no local. A participação de Márcia no crime não foi confirmada. Ela também ficou ferida e foi encaminhada para atendimento médico.

Após o crime, a suspeita permaneceu trancada no apartamento e se recusou a se entregar. Ainda segundo a Polícia Militar, Renata aparentava estar em surto psicótico e tentou tirar a própria vida durante a negociação com os policiais.

Diante da falta de acordo, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizaram uma intervenção tática para entrar no imóvel, utilizando artefatos explosivos de distração. Renata foi contida, recebeu atendimento médico e foi levada sob custódia ao Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz.

A Polícia Civil investiga o caso pelos crimes de homicídio e lesão corporal. A Defensoria Pública informou que assumiu a defesa da investigada na audiência de custódia, mas destacou que ela poderá constituir advogado particular a qualquer momento.

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