Material estocado perto do terreno facilitou propagação das chamas; combate segue com apoio da Equatorial
O combate ao incêndio que atingiu um lote baldio no Residencial Fonte das Águas, em Goiânia, ganhou novos contornos e exige uma grande operação do Corpo de Bombeiros no fim da tarde desta sexta-feira (24). As chamas começaram na vegetação seca da Rua Rio Madeira e ganharam força ao atingir peças e materiais de borracha acumulados no terreno. O espaço pertencia ao estoque de uma empresa vizinha especializada em instalação e manutenção de elevadores e escadas rolantes.
A intensidade do fogo e a queima do material borrachudo geraram uma fumaça densa e preta que cobriu o bairro, assustando os moradores. Com o avanço veloz das chamas, a fiação de alta tensão e um poste foram atingidos, o que obrigou o acionamento emergencial da concessionária Equatorial para interromper o fornecimento de energia na região e garantir a segurança dos militares no combate direto.
Segundo a major Renata Vieira, do Corpo de Bombeiros, a atuação das equipes foi focada imediatamente em impedir que o fogo destruísse os imóveis ao redor.
“A primeira guarnição chegou ao local muito incendiado nas borrachas e no mato. Como estava muito grande, queimou o poste e atingiu a rede elétrica, com fios de alta tensão expostos. Acionamos a Equatorial para desligar a energia e combater o fogo. A gente fez a proteção da residência e dos lotes adjacentes”, explicou a oficial.
A major destacou ainda as dificuldades técnicas para controlar o incêndio e o alerta para as moradias vizinhas:
“Com a chegada das viaturas, conseguimos diminuir o incêndio. Estamos fazendo o abastecimento dos caminhões para continuar o combate. O trabalho vai continuar porque o fogo é difícil de apagar só com água. O maior risco é essa residência que está no fundo do lote. Não tem chama direta pegando no muro, o problema é a fumaça pegando no fundo da casa”, afirmou a major Renata Vieira.
Moradores da região relataram o desespero com a velocidade da propagação. O professor Adilson Alves contou que a combinação de altas temperaturas e vento forte fez o fogo se espalhar em questão de minutos.
“Era por volta das 16h quando o fogo começou, não se sabe ao certo. O sol estava muito quente e rapidamente o fogo tomou conta do local e passou para as borrachas. A fumaça ficou muito preta. Foi muito rápido por causa da temperatura e ventava bastante na hora. O fogo alastrou pela vegetação. Foi assustador porque nós temos casas ao lado e, infelizmente, um vizinho teve a casa atingida pelo fogo. Nosso receio era que o fogo tomasse conta de todas as casas”, relatou o professor.
Os bombeiros continuam no local realizando o trabalho de resfriamento, controle dos focos remanescentes e isolamento da fumaça tóxica para proteger as estruturas atingidas.