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Estudante goiana presa por engano tem prisão revogada pela Justiça do Amapá

Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 28 anos, estava detida desde o início de julho na CPP de Aparecida de Goiânia. Juíza do Amapá reconheceu a fragilidade das provas e a confusão causada pela semelhança de nomes.

Redação IG NEWS GO

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 24/07/2026, 20:28
Estudante goiana presa por engano tem prisão revogada pela Justiça do Amapá

A Justiça do Amapá revogou, na tarde desta sexta-feira (24), a prisão da estudante de Trindade Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 28 anos, que estava presa desde o início de julho durante uma operação contra uma organização criminosa investigada por aplicar golpes com boletos falsos. A expectativa é que ela deixe a Casa de Prisão Provisória, em Aparecida de Goiânia, até este sábado (25), após a conclusão dos trâmites entre o Judiciário do Amapá e a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP).

Em nota, a defesa informou que a juíza responsável pelo caso reconheceu que os elementos utilizados para manter a prisão eram frágeis. Segundo a decisão, a semelhança entre os nomes da estudante e da investigada, além da ausência de provas de que Ellen tenha recebido valores ou mantido contato com integrantes da organização criminosa, não justificavam a continuidade da prisão.

Relembre o caso

Ellen Lorraine foi presa na madrugada de 2 de julho, na casa da família, em Trindade, durante o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça do Amapá e executado pela Polícia Civil de Goiás.

A operação fazia parte da segunda fase da Operação Boleto Fantasma, que investiga um grupo suspeito de criar sites falsos para simular páginas de companhias de energia. Segundo a investigação, os criminosos patrocinavam os endereços na internet para que aparecessem entre os primeiros resultados de busca, induzindo consumidores ao pagamento de boletos fraudulentos.

Na ocasião, sete pessoas foram presas e foram cumpridos mais de 20 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens nos estados do Amapá, Goiás e Santa Catarina.

Desde a prisão, os pais da estudante sustentavam que ela era vítima de um erro de identificação. A mãe, Iris, e o pai, coronel da reserva da Polícia Militar de Goiás, afirmaram que a filha não tinha qualquer ligação com a organização investigada.

Imagens gravadas pela própria Ellen mostram o momento em que policiais chegam à residência para cumprir o mandado. A família também relatou que os agentes arrombaram uma porta da casa durante a ação.

O advogado da estudante argumentou que a investigação confundiu Ellen com outra pessoa de nome semelhante. Segundo a defesa, a verdadeira investigada participava de grupos de WhatsApp ligados ao esquema, enquanto Ellen não possuía registros de conversas com integrantes da organização, nem recebimento de valores por Pix, depósitos ou transferências bancárias.

Durante o período em que esteve presa, familiares e amigos promoveram uma mobilização nas redes sociais pedindo a liberdade da estudante e alegando que ela havia sido presa injustamente.

Com a revogação da prisão, Ellen deverá ser colocada em liberdade após o cumprimento dos procedimentos administrativos necessários para o recebimento da decisão judicial pela administração penitenciária em Goiás.

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