Suspeito de 32 anos foi detido no local de trabalho com arma de fogo da empresa. Homem ligou repetidas vezes para a companheira durante o atendimento policial e disse que filhas "pagariam com sangue".
Um homem de 32 anos foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (4), em Anápolis, após ameaçar de morte a companheira e as filhas dela enquanto a mulher registrava uma ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar.
De acordo com a investigação, o casal mantinha um relacionamento havia cerca de um ano e meio. Nos últimos três meses, o suspeito, que trabalha como vigilante, passou a apresentar comportamento agressivo e a fazer ameaças constantes contra a companheira.
Na véspera da prisão, durante uma discussão, ele teria enforcado a vítima, dado um tapa na cabeça dela e afirmado que iria matá-la. Ainda segundo a polícia, o homem também disse que preferia ver o próprio filho morto a vê-lo com a mãe e ameaçou matar toda a família antes de tirar a própria vida.
No dia seguinte, a vítima procurou a DPCA para denunciar o caso. Antes de chegar à delegacia, ela gravou uma ligação em que o suspeito voltou a ameaçá-la e afirmou que as filhas dela “pagariam com sangue” e que as encontraria onde estivessem.
Enquanto a mulher era atendida pelos policiais, o investigado fez novas ligações para a vítima e repetiu as ameaças na presença da equipe da delegacia. Diante da situação, os policiais foram até o local de trabalho do homem e realizaram a prisão em flagrante.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito trabalhava como segurança em uma instituição de ensino superior e, no momento da abordagem, portava uma arma de fogo pertencente à empresa.
Durante o trajeto até a delegacia, conforme a corporação, o homem tentou entrar em contato com a vítima diversas vezes, mesmo após ser orientado pelos policiais de que isso não era permitido. Ainda de acordo com a polícia, ele confirmou ter feito as ameaças.
A autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, considerando a gravidade dos fatos, a repetição das ameaças e o risco de novos episódios de violência. O caso será analisado em audiência de custódia.