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Líder de golpe do falso financiamento de veículos é preso e empresas são fechadas

Operação Protectio cumpriu mandados em Goiânia, bloqueou R$ 92 mil e fechou os estabelecimentos Ômega e Beta Car.

Redação IG NEWS GO

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 05/08/2026, 07:33
Líder de golpe do falso financiamento de veículos é preso e empresas são fechadas

A Polícia Civil de Goiás e o Procon Goiás deflagraram, nesta terça-feira (4), a Operação Protectio para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar o chamado “golpe do falso financiamento” de veículos em Goiânia. A ação resultou na prisão preventiva do líder do grupo, no cumprimento de mandados de busca e apreensão, no bloqueio de quase R$ 92 mil em contas bancárias e na interdição de duas empresas que funcionavam na Avenida Rio Verde.

Segundo a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), as investigações identificaram pelo menos 37 vítimas em Goiás. Os consumidores eram atraídos por anúncios de carros e motocicletas em redes sociais com promessas de financiamento facilitado para autônomos e pessoas com restrições no nome.

De acordo com a polícia, as vítimas eram levadas até as empresas Ômega Consultoria e Assessoria e Beta Car Veículos, que funcionavam lado a lado e se apresentavam como concessionárias. No local, os vendedores afirmavam que o financiamento estava pré-aprovado e exigiam o pagamento imediato de uma taxa, que variava entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.

Após o pagamento, os consumidores assinavam contratos de prestação de serviços de consultoria financeira. Passado o prazo prometido para a entrega do veículo, o grupo alegava que o financiamento havia sido negado pelos bancos e se recusava a devolver os valores pagos.

As investigações apontam ainda que os suspeitos criaram uma falsa assessoria de pós-venda para dificultar a recuperação do dinheiro pelas vítimas. Segundo a Decon, eram solicitados dados pessoais e acessos ao aplicativo Serasa Consumidor, sob a justificativa de resolver pendências.

A Polícia Civil informou que o investigado já havia sido preso anteriormente por crimes semelhantes, mas teria retomado o esquema utilizando novos CNPJs. A corporação também apura suspeitas de que vítimas tenham sido procuradas para firmar acordos de devolução parcial dos valores em troca da desistência de denúncias.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, máquinas de cartão, planilhas, documentos e termos de rescisão que, segundo a polícia, eram utilizados no funcionamento do esquema. Paralelamente, o Procon Goiás interditou e lacrou as duas empresas para impedir a continuidade das atividades.

O líder do grupo foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua analisando os materiais apreendidos para identificar possíveis colaboradores e outras vítimas do golpe.

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