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Operação mira bando que furtou quase 100 motos no DF para desmanche em Goiás e Minas

Ação da Corpatri cumpre 12 mandados de prisão e mira esquema de furtos com chaves "micha"

Guilherme Martins

Brasília, DF - IG News Goiás

Publicado em 14/08/2026, 08:54
Operação mira bando que furtou quase 100 motos no DF para desmanche em Goiás e Minas

A operação mobilizou as equipes para o cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em residências e estabelecimentos localizados no DF, em São Gotardo (MG) e nos municípios goianos de Cidade Ocidental, Luziânia e Valparaíso de Goiás.

Estrutura e Divisão de Tarefas

As investigações da Corpatri apontaram que o grupo operava com uma estrutura bem definida e dividida em núcleos para garantir o funcionamento do esquema:

  • Execução dos Crimes: Os suspeitos agiam com o apoio de outras motocicletas. Enquanto um criminoso pilotava o veículo de apoio, o comparsa arrombava a ignição ou os cadeados das motos escolhidas utilizando ferramentas como alicates, barras metálicas e chaves do tipo "micha". Em outros casos, o grupo agia mediante grave ameaça, como no roubo a uma motociclista que deu início às apurações.

  • Ocultação e Desmanche: Após o crime, os veículos eram levados para imóveis situados em Santa Maria (DF), Cidade Ocidental (GO) e Luziânia (GO), onde ficavam escondidos por um período até serem totalmente desmontados.

  • Comercialização Clandestina: As peças retiradas eram negociadas com receptadores e vendidas diretamente na internet, por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, circulando entre o DF, Goiás e Minas Gerais.

  • Investigação e Provas

    A apuração teve início após a polícia identificar a repetição do modus operandi em diversos furtos e, especialmente, a partir do registro de um roubo contra uma mulher em uma moto, ação que foi gravada por câmeras de segurança de dois ângulos diferentes.

    Para identificar os integrantes e mapear a rede, a PCDF utilizou monitoramento policial, cruzamento de vínculos, depoimentos e o sistema de Leitura Automática de Placas (OCR). Mesmo após prisões em flagrante e apreensões ao longo de um ano e meio de investigações, o grupo demonstrava capacidade de recomposição, o que motivou os pedidos de prisão preventiva expedidos pela Justiça.

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