Policial militar da reserva, filho e amigo prestaram depoimento sobre a execução de quatro homens motivada por dívida de R$ 250 mil
Os três suspeitos de envolvimento na chacina que culminou na morte de quatro homens em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, compareceram à delegacia da Polícia Civil acompanhados por um advogado. Após prestar depoimento e apresentar suas versões sobre a execução, o grupo deixou o local livremente pela porta da frente.
A Polícia Civil de Goiás explicou que a liberação imediata ocorreu pelo cumprimento estrito da legislação processual penal: como o período de flagrante já havia expirado e ainda não havia mandados de prisão preventiva ou temporária expedidos do Poder Judiciário, as autoridades não possuíam respaldo legal para mantê-los retidos.
Entre os investigados estão um policial militar da reserva, o filho dele e um amigo da família. Os três são apontados como os autores dos disparos que tiraram a vida de quatro cobrançadores dentro da residência do PM reformado.
A Motivação: Dívida de R$ 250 Mil
Conforme os dados apurados pelos investigadores do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Formosa, o crime foi motivado por um desacordo financeiro milionário. As quatro vítimas teriam ido até a casa do policial militar da reserva para realizar a cobrança de uma dívida no valor de R$ 250 mil, oriunda da negociação de um caminhão do tipo prancha.
Durante a abordagem na propriedade do suspeito, a discussão escalou para um confronto direto. Os quatro homens foram alvejados a tiros no local e não resistiram aos ferimentos, caracterizando uma das maiores chacinas registradas na região nos últimos tempos.
Próximos Passos do Inquérito
Mesmo respondendo em liberdade neste primeiro momento, o policial da reserva, seu filho e o amigo continuam na condição de investigados por homicídio qualificado. A Polícia Civil segue analisando os depoimentos prestados, aguardando o laudo da perícia técnico-científica no local do crime e realizando o cruzamento de provas para concluir o inquérito e avaliar a necessidade de solicitar pedidos de prisão ao Poder Judiciário.