Empresário Leandro Batista Nóbrega, conhecido nacionalmente pela "Picanha de Bolsonaro", teria ameaçado a acompanhante de luxo
O empresário goiano Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás e conhecido nas redes sociais pela promoção da "Picanha de Bolsonaro", foi denunciado na Polícia Civil por transfobia, ameaça e calote. A acusação foi feita por uma mulher trans que trabalha como acompanhante de luxo, após um desentendimento sobre o pagamento de um programa sexual no valor de R$ 500.
O caso foi registrado formalmente na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Segundo o depoimento da vítima, que utiliza o nome fictício de Aline para preservar sua segurança, o encontro havia sido agendado pelo WhatsApp após o empresário demonstrar interesse nas redes sociais da acompanhante.
Desentendimento no quarto
De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão começou durante o atendimento devido a um desacordo sobre as práticas sexuais na hora do ato. No documento policial consta que Leandro não ficou contente com o serviço prestado "pois queria ser passivo, e a declarante disse que não fazia o papel de ativo".
Acompanhante relatou que, após a negativa e o término do serviço, o empresário foi ao banheiro e, ao retornar, começou a xingar a profissional, recusando-se a efetuar o pagamento da taxa de R$ 500 combinada previamente. Foi nesse momento que ela reconheceu o cliente como o famoso dono do Frigorífico Goiás.
Ameaças e repercussão
A vítima informou que, além de não receber pelo trabalho, foi atingida por violentas ofensas transfóbicas e ameaças por parte do empresário dentro do apartamento. Sentindo-se acuada e em risco, ela decidiu procurar as autoridades competentes logo após a saída de Leandro do local.
Leandro Nóbrega tem forte projeção digital e soma quase 3,5 milhões de seguidores no Instagram entre sua conta pessoal e o perfil da empresa. O empresário é amplamente conhecido por sua proximidade e conteúdos políticos com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.