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Empresa de Virgínia Fonseca acumula centenas de denúncias por dar "cano" em entregas em Goiás

Procon Goiás registra 369 reclamações contra a WePink em 2025; empresa já foi autuada, teve depósito interditado e segue sendo acompanhada pelo MP

Redação IG NEWS GO

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 10/07/2026, 10:222 acessos
Empresa de Virgínia Fonseca acumula centenas de denúncias por dar "cano" em entregas em Goiás

A WePink, empresa de cosméticos da influenciadora Virgínia Fonseca, acumula 369 reclamações e 44 denúncias registradas no Procon Goiás apenas em 2025. Os dados foram obtidos com exclusividade pelo IG News GO nesta sexta-feira (10).

Em 2026, até o momento, o órgão já contabiliza 33 reclamações e uma denúncia de consumidores goianos. As principais queixas envolvem atrasos na entrega, não recebimento de produtos e outros problemas relacionados às compras realizadas pela internet.

A empresa já foi alvo de fiscalizações e medidas adotadas por órgãos de defesa do consumidor e de fiscalização sanitária em Goiás.

Depósito foi interditado em Anápolis

Em abril deste ano, um centro de distribuição utilizado pela WePink, em Anápolis, foi interditado durante uma fiscalização.

Segundo os fiscais, o imóvel não possuía alvará de funcionamento, alvará sanitário e autorização de funcionamento emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), documento obrigatório para atividades de armazenamento e distribuição de cosméticos.

A fiscalização também encontrou mofo, sujeira e outras irregularidades no imóvel. No momento da inspeção, o responsável técnico ou legal não estava presente.

Na época, a WePink informou, por meio de nota, que o centro de distribuição interditado era operado por uma empresa terceirizada responsável pela logística.

Empresa foi autuada pelo Procon

Em outubro de 2025, a WePink foi autuada pelo Procon Goiás após centenas de reclamações de consumidores.

Segundo o órgão, a autuação ocorreu depois do registro de aproximadamente 340 reclamações entre 2024 e 2025. De acordo com a fiscalização, a empresa anunciava e comercializava produtos em todo o país, mas não realizava as entregas dentro do prazo informado aos consumidores.

O Procon também destacou que a marca promovia lives nas redes sociais com influenciadores oferecendo produtos a preços promocionais, enquanto consumidores relatavam dificuldades para receber os pedidos, cancelar compras ou obter reembolso.

Ainda conforme o órgão, a empresa já havia sido notificada anteriormente e recebeu prazo para apresentar documentação, que, segundo o Procon, não foi encaminhada.

Na ocasião, a defesa da WePink afirmou que a empresa apresentou manifestação em todas as notificações recebidas. O advogado também alegou que a primeira notificação não foi regularmente recebida, pois o processo administrativo não continha aviso de recebimento assinado.

A empresa informou ainda que a autuação não era definitiva e que apresentaria recurso pedindo a nulidade das notificações.

TAC de R$ 5 milhões

Em novembro de 2025, a WePink firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), comprometendo-se a pagar R$ 5 milhões por dano moral coletivo, valor dividido em 20 parcelas de R$ 250 mil, destinadas ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEDC).

Segundo o Ministério Público, a investigação identificou práticas comerciais abusivas, como atrasos prolongados na entrega de produtos, ausência de reembolso e descumprimento de ofertas, em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor. O órgão informou que mais de 120 mil reclamações contra a empresa foram registradas nos dois anos anteriores ao acordo.

O TAC foi assinado pela empresa Savi Cosméticos Ltda. (WePink) e pelos sócios Virgínia Fonseca, Thiago Stabile e Chaopeng Tan, representados por suas defesas.

MP acompanha cumprimento do acordo

Em nota enviada ao IG News GO, o Ministério Público de Goiás informou que o Termo de Ajustamento de Conduta firmado com a WePink segue em vigor.

Segundo o órgão, o MP continua acompanhando o cumprimento das obrigações previstas no TAC, firmado em novembro do ano passado, para verificar se todas as medidas acordadas estão sendo cumpridas pela empresa.

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