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Menino com diabete resgatado de apartamento recebe alta e aparece sorrindo em foto; mãe segue presa

Após passar dias em UTI e ser diagnosticado com diabetes tipo 1, garoto de 10 anos deixou a unidade sorridente ao lado do Conselho Tutelar. Mãe segue presa em flagrante.

REDAÇÃO IG NEWS GO

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 13/07/2026, 17:04
Menino com diabete resgatado de apartamento recebe alta e aparece sorrindo em foto; mãe segue presa

O menino de 10 anos que foi resgatado após ser encontrado sozinho, sem comida e sem água, em um apartamento no Setor Faiçalville, em Goiânia, recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (13). Uma foto registrada pelo conselheiro tutelar mostra a criança sorridente ao lado dele após deixar o hospital.

A mãe do menino, presa em flagrante por abandono de incapaz, passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pela Justiça. A reportagem do IG News GO tentou localizar o pai da criança, que mora na Europa, mas não conseguiu contato.

Relembre o caso

O menino foi encontrado na última quinta-feira (9), após equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Conselho Tutelar entrarem no apartamento, no Setor Faiçalville.

Segundo o Conselho Tutelar, a criança estava trancada em um quarto, cuja chave estava do lado de fora da porta. O cômodo apresentava forte odor e estava tomado por lixo, restos de comida estragada e garrafas com urina.

De acordo com o conselheiro tutelar José Roberto Silva, o cenário era de extrema insalubridade.

A criança foi levada ao Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante o atendimento, foi diagnosticada com diabetes tipo 1.

Antes da internação, o menino conversou com a reportagem e fez um pedido emocionante: disse que queria morar com o pai, que vive na Europa, afirmando que passava os dias sozinho no apartamento.

A Polícia Civil autuou a mãe em flagrante por abandono de incapaz. O caso continua sendo investigado.

Os nomes dos envolvidos não são divulgados para preservar a identidade da criança, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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