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Grupo usava CNPJ falso e motoristas como 'mulas cegas' para roubar máquinas agrícolas

Ação da Decon/Gref em Petrolina de Goiás cumpriu mandado de prisão, busca e sequestro de R$ 85 mil em bens.

Redação IG NEWS GO

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 06/08/2026, 09:28
Grupo usava CNPJ falso e motoristas como 'mulas cegas' para roubar máquinas agrícolas

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na terça-feira (5), a Operação Celeiro para desarticular um grupo suspeito de aplicar o chamado “Golpe da Gicana”, fraudar compras de máquinas e insumos agrícolas e lavar dinheiro. A ação foi realizada em Petrolina de Goiás e resultou no cumprimento de um mandado de prisão temporária, três mandados de busca e apreensão e no sequestro de bens avaliados em R$ 85.626,71.

A operação foi conduzida pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais.

Como funcionava o golpe

Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam dados e o CNPJ de empresas conhecidas no mercado para se passar por representantes dessas companhias durante negociações comerciais.

Com documentos falsificados e técnicas de engenharia social, o grupo convencia empresas revendedoras a liberar a venda de máquinas e equipamentos agroindustriais, como geradores, desintegradores, motosserras e rolos de arame liso, sem que o pagamento fosse realizado.

De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo confirmado até o momento é de R$ 85.626,71.

As investigações apontam ainda que, para transportar os produtos, os criminosos contratavam motoristas terceirizados que desconheciam a fraude. Conforme a corporação, os profissionais eram induzidos a acreditar que faziam um transporte regular e acabavam sendo usados como “mulas cegas” no esquema.

Prisão

Após o cumprimento do mandado, o investigado foi encaminhado à Unidade Prisional de Jaraguá, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os bens obtidos por meio da fraude.

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