A família que procurava pela jovem Geovanna Janny Brites Monteiro, de 20 anos, desaparecida desde o dia 28 de agosto, descobriu que ela havia ateado fogo no próprio corpo e estava internada sem identificação no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). A jovem permaneceu dias em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Geovanna morava com o pai no Jardim Novo Mundo e sumiu após sair de casa com destino a Goianira, onde buscaria um cartão na casa da madrinha. Como a jovem passava por tratamento de saúde mental no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e dependia de remédios controlados — os quais não levou consigo —, o sumiço repentino acendeu o sinal de alerta entre os parentes, que deram início a uma busca incansável pela região.
O mistério sobre o paradeiro da jovem só começou a ser desvendado após a família registrar o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. Cruzando as informações do desaparecimento, o Instituto Médico-Legal (IML) entrou em contato com a irmã da vítima, Tamires Cristina, e informou que uma mulher sem documentos havia sido socorrida no dia 6 de setembro após comprar combustível em um posto às margens da GO-070, no Setor Santos Dumont, e atear fogo ao próprio corpo logo em seguida.




