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Criança de 10 anos atingida por tiro na cabeça segue na UTI; mãe faz desabafo

Mãe capotou o carro na estrada rural de Palmeiras de Goiás no momento em que corria para salvar a vida do filho

Guilherme Martins

Palmeiras de Goiás, GO - IG News Goiás

Publicado em 15/09/2026, 09:02
Criança de 10 anos atingida por tiro na cabeça segue na UTI; mãe faz desabafo

Novos e dramáticos detalhes foram revelados sobre a tragédia que mobilizou equipes de emergência e forças policiais no Assentamento Canudos, na zona rural de Palmeiras de Goiás. Um menino de 10 anos deu entrada em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, após ser atingido por um disparo na cabeça na tarde de segunda-feira (14).

Em entrevista concedida à TV Record, a mãe do garoto, Coroline Domingues, relatou os momentos de terror vivenciados dentro de casa. Ela contou que estava em outro cômodo tentando fazer o filho mais novo dormir quando ouviu o estrondo do disparo. Ao abrir a porta do quarto, encontrou o menino de 10 anos caído no chão e sangrando. A apuração confirmou que o ferimento foi provocado por uma arma de pressão do tipo chumbinho, que atingiu a região da cabeça da vítima.

Diante da cena desesperadora, Coroline gritou pelo marido e o casal colocou o menino ferido no veículo da família para buscar socorro médico urgente na zona urbana de Palmeiras de Goiás. A própria mãe assumiu a direção do automóvel e acelerou pela estrada. Abatida pelo pânico do momento, ela perdeu o controle da direção, fazendo com que o carro saísse da pista e capotasse.

Motoristas e moradores que passavam pelo local testemunharam o acidente e pararam para prestar auxílio, ajudando no resgate da família e transportando as vítimas até o hospital do município. Diante da extrema gravidade do quadro clínico do garoto, o médico de plantão acionou imediatamente o resgate aéreo do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.

A aeronave pousou em Palmeiras de Goiás às 16h06 e realizou a transferência de urgência do garoto para a capital, acompanhado pela mãe. A operação contou com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Conselho Tutelar. A Polícia Civil investiga como a criança teve acesso à arma de pressão.

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