Wesley Mendes Ferreira, de 45 anos, dono de um espetinho, foi detido por ordem judicial. Parentes afirmam que imagens do crime mostram criminosos jovens e magros, perfil totalmente diferente.
A família do empresário Wesley Mendes Ferreira, de 45 anos, afirma que ele foi preso por engano na noite de terça-feira (14), após ser apontado como suspeito de participação em um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido no Maranhão. Os familiares alegam que Wesley nunca esteve no estado e que houve um erro de identificação.
Dono de um espetinho, Wesley foi detido em Goiás em cumprimento a uma ordem judicial. Segundo a família, ele não tem qualquer ligação com o crime investigado e as imagens de câmeras de segurança utilizadas na investigação mostram suspeitos com características físicas diferentes das dele.
De acordo com os parentes, os homens que aparecem nas gravações são mais jovens e magros, enquanto Wesley possui porte físico distinto. Eles afirmam que a prisão ocorreu com base em uma identificação equivocada.
A reportagem consultou informações processuais disponíveis e não encontrou registros de condenações ou processos criminais em nome de Wesley relacionados ao caso investigado no Maranhão. No entanto, a confirmação sobre as circunstâncias da prisão depende das informações oficiais das autoridades responsáveis e da análise da Justiça.
A audiência de custódia do comerciante está marcada para a tarde desta quarta-feira (15), quando o Poder Judiciário deverá analisar a legalidade da prisão e os argumentos apresentados pela defesa.
A família e os advogados esperam que o caso seja esclarecido rapidamente e que, caso o erro de identificação seja confirmado, Wesley seja colocado em liberdade.
Até a publicação desta reportagem, as autoridades responsáveis pela investigação no Maranhão não haviam se manifestado sobre a alegação de prisão por engano.