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Dono de loja de autopeças é preso na Vila Canaã por comprar e desmanchar caminhonetes de luxo

Polícia Civil cumpriu mandados de prisão contra suspeitos de integrar associação criminosa que trazia veículos furtados de outros estados

Guilherme Martins

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 11/09/2026, 11:59
Dono de loja de autopeças é preso na Vila Canaã por comprar e desmanchar caminhonetes de luxo

A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), deflagrou nesta sexta-feira (11) a Operação Tríade. A ação teve como objetivo cumprir quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão contra integrantes de uma associação criminosa especializada na receptação, ocultação, adulteração e desmanche de caminhonetes de luxo furtadas.

As investigações começaram em fevereiro de 2026, após a prisão em flagrante de um dos suspeitos no momento em que conduzia uma caminhonete Toyota SW4, furtada em Minas Gerais. O veículo circulava pelas ruas de Goiânia com placas clonadas e utilizava um dispositivo eletrônico popularmente conhecido como "jammer" ou "bloqueador de sinal", instalado para impedir a localização via rastreamento de segurança.

A apuração conduzida pela delegada Rafaela Azzi revelou que o grupo operava em uma divisão de tarefas bem definida. Um empresário do ramo de autopeças, com loja situada na região do Setor Canaã, em Goiânia, atuava como o comprador e financiador do esquema, adquirindo os veículos ilícitos para abastecer o mercado clandestino de peças usadas. Os demais investigados trabalhavam no transporte e na guarda temporária dos utilitários até que fossem desmantelados.

Entre os alvos com prisão decretada estão três homens encarregados de ocultar a SW4 em diferentes pontos da capital. Durante o monitoramento, os policiais descobriram inclusive que um dos investigados chegou a oferecer a chácara do próprio avô como esconderijo para os próximos veículos furtados que chegassem a Goiás, sem que o idoso soubesse do crime. O nome da operação, "Tríade", faz referência às três fases do ciclo criminoso desmantelado: o recebimento do veículo furtado, a adulteração dos sinais identificadores e o desmanche final para comercialização das peças.

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