Operação simultânea em SP, PE e DF cumpriu mandados de prisão e busca. Grupo usava dinheiro de golpes para pagar IPVA e tributos de terceiros com desconto.
Quatro pessoas foram presas temporariamente nesta quinta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil de Goiás contra um esquema de fraude eletrônica que teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil a uma vítima em Goiás. A ação foi realizada simultaneamente em Pernambuco, São Paulo e no Distrito Federal, onde também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.
Segundo a investigação, a vítima foi enganada por meio de uma técnica conhecida como engenharia social. Um dos investigados teria se passado por funcionário de uma instituição financeira e convencido a vítima a realizar várias operações bancárias. Com isso, os criminosos conseguiram retirar cerca de R$ 50 mil.
As investigações são conduzidas pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
De acordo com a Polícia Civil, o homem apontado como responsável por convencer a vítima já havia sido investigado e preso anteriormente por crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e falsa identidade.
O rastreamento do dinheiro revelou que parte dos valores obtidos com a fraude foi usada para pagar tributos de terceiros, como ICMS e IPVA. Outra parcela teria sido transferida para contas relacionadas a outros investigados.
A polícia também apura a possível participação de grupos que oferecem o pagamento de boletos e impostos com descontos muito acima dos praticados normalmente. Nessa modalidade, segundo os investigadores, dinheiro de origem criminosa pode ser usado para quitar dívidas legítimas de terceiros, dificultando a identificação da origem dos recursos.
A Polícia Civil alerta que pessoas que participam conscientemente desse tipo de operação podem responder criminalmente. A orientação é desconfiar de ofertas para pagamento de impostos, boletos ou outras obrigações por valores muito abaixo do devido e verificar a origem dos recursos antes de realizar qualquer transação.
As investigações continuam para identificar a participação individual de cada preso, localizar outros possíveis envolvidos e rastrear todo o dinheiro movimentado pelo grupo.