Condutor afirmou à Polícia Civil ter permanecido e sinalizado a via no Balneário Meia Ponte, mas imagens provam que ele fugiu após a colisão.
O motorista suspeito de atropelar e matar o vendedor Higor Santos Carvalho, de 21 anos, prestou depoimento à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (4). Segundo o delegado Hellyton Carvalho, responsável pela investigação, o homem afirmou que permaneceu no local após o acidente e chegou a sinalizar a via. No entanto, imagens de câmeras de segurança contradizem essa versão.
De acordo com o delegado, as gravações mostram que o motorista deixou o local logo após a batida. Com base nas investigações realizadas até o momento, ele deverá ser indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar. Além desse crime, o suspeito também poderá responder por omissão de socorro e por deixar o local do acidente.
A irmã de Higor criticou o enquadramento do caso como homicídio culposo. Em entrevista, ela afirmou que a família espera uma punição mais severa.
“Não pode ficar assim. A justiça precisa ser feita. Ele ser indiciado por homicídio culposo é um tapa na cara da família”, disse
Higor Santos Carvalho, de 21 anos, morreu após a motocicleta que conduzia ser atingida por um carro na madrugada de domingo (2), na Avenida Genésio de Lima Brito, no Jardim Balneário Meia Ponte, em Goiânia.
Com o impacto da colisão, houve uma explosão seguida de incêndio. Higor não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Inicialmente, a Polícia Civil informou que o motorista havia fugido após o acidente. O jovem, que trabalhava como vendedor, foi enterrado em um cemitério às margens da GO-020, em Goiânia.
A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias do acidente e definir a responsabilização criminal do motorista.