Mulher de 26 anos perdeu os movimentos do lado direito do corpo e usa fraldas após ser espancada, enforcada e atropelada duas vezes. Johny Araújo Sousa, de 30 anos, continua foragido.
Uma mulher de 26 anos que ficou com o lado direito do corpo paralisado após ser atropelada duas vezes pelo ex-namorado, em Aparecida de Goiânia, relatou nesta segunda-feira (28) que viveu um relacionamento marcado por ciúmes, controle e agressões. Segundo a vítima, o homem também a agrediu e tentou enforcá-la antes de jogar o carro contra ela. O suspeito está foragido.
“Era uma relação tóxica. Ao mesmo tempo que ele estava de boa, já não estava. Ele surtava”, contou a mulher. Segundo ela, o ex-companheiro fazia acusações constantes de traição e desconfiava até quando ela saía para visitar familiares ou encontrar o próprio filho.
O crime aconteceu no sábado (26), no Setor Garavelo. A vítima contou que havia saído com amigas e recebeu diversas ligações e mensagens do ex-namorado, identificado como Johny Araújo Sousa, de 30 anos. Após aceitar conversar com ele, ela enviou a localização de onde estava. Cerca de 40 minutos depois, o homem chegou ao local.
Com medo de que ele tivesse algum conflito com as amigas, a mulher entrou no carro. Segundo o relato dela, as agressões começaram durante o trajeto entre o Setor Finsocial e o Garavelo.
Ainda conforme a vítima, o homem a agrediu dentro do veículo e tentou enforcá-la quando passavam pelo Anel Viário. Na sequência, ele teria jogado o carro contra ela duas vezes. Câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher corre para tentar escapar, mas é atingida pelo veículo.
Depois do atropelamento, o homem teria descido do carro, ido até a vítima e pegado o celular e a carteira de identidade dela antes de fugir.
Relacionamento teve outros episódios de violência
A vítima e o suspeito mantiveram um relacionamento por cerca de um ano. De acordo com ela, o comportamento do homem mudou após aproximadamente sete meses de namoro. Antes do término, teriam ocorrido dois episódios de agressão.
Ela chegou a registrar uma ocorrência e conseguiu uma medida protetiva, mas decidiu retirá-la por acreditar que o ex-companheiro mudaria de comportamento.
O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal e violência doméstica. Atualmente, a mulher está protegida por uma nova medida protetiva de urgência e se recupera dos ferimentos.
“Não consigo me mover. Não estou conseguindo. Eu preciso de ajuda para tomar banho. Eu preciso de ajuda para comer. Estou usando fralda porque não consigo levantar para ir ao banheiro”, relatou.
A vítima também afirmou que sente dores intensas e precisa de medicamentos. “A dor que eu estou sentindo não é uma dor que eu desejo nem para o meu pior inimigo”, disse.
A Polícia Civil investiga o caso e procura pelo suspeito. Informações que possam ajudar na localização dele podem ser repassadas pelo telefone 197, da Polícia Civil, ou 190, da Polícia Militar.