Yasmim acordou com luz no rosto, gritou por socorro e passou por três cirurgias no Hugol. Suspeito preso pela CPE alegou tentativa de roubo, mas família contesta versão.
Yasmim, de 21 anos, foi atacada a facadas dentro do próprio quarto durante a madrugada de domingo (27), no Setor Expansul, em Aparecida de Goiânia. A jovem acordou após perceber a luz de uma lanterna de celular apontada para o rosto e começou a gritar por socorro. Segundo a família, ela foi atingida por vários golpes de faca e precisou passar por três cirurgias.
O homem apontado pela Polícia Militar como autor do ataque foi identificado como Deyvide Moraes Ferreira, de 36 anos. Ele foi localizado e preso na noite de terça-feira (29) por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) e do Comando de Inteligência da PM (COINT).
Segundo a ocorrência, o homem teria pulado o muro da residência por volta das 4h30 e entrado no quarto onde Yasmim dormia. Ao acordar e perceber a presença do invasor, a jovem gritou. O homem, que estava com o rosto coberto, teria então desferido vários golpes de faca contra ela.
A família contou que o ataque aconteceu durante uma queda de energia no bairro. Após uma luta corporal com a vítima, o homem fugiu pulando o muro da casa. Câmeras de segurança registraram a movimentação dele nas proximidades.
Yasmim foi levada pelo tio para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).
À polícia, Deyvide teria afirmado que entrou na residência para roubar. Durante a abordagem, realizada enquanto ele estava em uma motocicleta, os policiais encontraram a faca que teria sido usada no crime. Na casa dele, no mesmo bairro, também foram localizadas roupas que, segundo a PM, seriam as mesmas utilizadas no dia do ataque.
Em entrevista ao Cidade Alerta Goiás, a mãe da jovem, Adriana Alves, contestou a versão de que o objetivo teria sido apenas um roubo. Para ela, a forma como o ataque aconteceu levanta a possibilidade de que Yasmim tenha sido alvo de uma ação planejada.
“Não foi ladrão para roubar. Para roubar teria levado moto, carro, porque fica tudo aqui. […] Foi mandado para matar ela”, afirmou.
Adriana contou ainda que ouviu a filha gritando e que o namorado dela tentou reagir ao perceber a invasão.
A mãe também disse que a família quer descobrir se alguém teria encomendado o ataque. “Nós queremos descobrir quem fez isso, porque tem que pagar”, declarou.
A investigação deve apurar a motivação do crime e se o homem agiu sozinho ou a mando de outra pessoa.
Segundo informações repassadas pela família, o suspeito chegou a ser preso após a localização pela CPE, mas teria sido liberado posteriormente. A situação da prisão e eventuais decisões judiciais relacionadas ao caso ainda devem ser esclarecidas pelas autoridades.