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Motorista por aplicativo inventou ter sido feito de refém para escapar de participação em assalto de joalheria, diz ROTAM

Condutor alegou ter sido rendido por passageiros ao aceitar uma corrida, mas câmeras de segurança desmentiram a versão

Guilherme Martins

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 16/09/2026, 12:51
Motorista por aplicativo inventou ter sido feito de refém para escapar de participação em assalto de joalheria, diz ROTAM

O motorista por aplicativo preso em desdobramento do assalto a uma joalheria no Setor Campinas inventou ter sido feito de refém para ocultar a participação no crime. A informação foi confirmada pelo comandante da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM), Coronel Bravo. O indivíduo atuava no plano criminoso como o responsável por garantir o resgate e a fuga dos envolvidos na ação registrada na tarde de terça-feira (15), na Rua Benjamin Constant, em Goiânia.

Em depoimento inicial às forças policiais e em declarações à imprensa, o condutor alegou que três passageiros haviam solicitado uma corrida e, durante o percurso, anunciaram o roubo e o obrigaram a dirigir até o local. Contudo, o circuito de segurança do entorno da joalheria captou a movimentação do veículo e desmentiu a versão apresentada.

Ao ser confrontado com os registros em vídeo que mostravam a dinâmica real do fato, o homem recuou da afirmação inicial e confessou a participação no apoio ao roubo. A Polícia Militar informou que o condutor possui antecedentes criminais.

A ocorrência na joalheria resultou nas mortes do funcionário Renato da Silva Costa, atingido por um tiro no peito, do casal Wesley Jesus de Souza e uma mulher não identificada — ambos baleados no local pelo irmão de Renato, Denilson Martins Farias, que reagiu para defendê-lo —, e de um quarto suspeito que morreu em confronto com a ROTAM no Setor Jardim Novo Mundo. O motorista permanece à disposição da Justiça e o caso é investigado pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

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