O médico Alfredo Carlos Dias Mattos Junior deixou a prisão nesta sexta-feira (17). O profissional havia sido condenado em fevereiro deste ano a 18 anos de reclusão por cometer crime sexual contra uma adolescente de 16 anos dentro de seu consultório, em Goiânia. A soltura do ginecologista ocorre em um curto espaço de tempo após a sentença que havia endurecido sua punição, gerando repercussão sobre o caso.
O Crime e a Falsa Justificativa Médica
O caso que levou à condenação ocorreu em março de 2023. A vítima, uma adolescente que sofria com fortes dores de estômago, buscou atendimento com Alfredo acompanhada de sua mãe. Após analisar exames de endoscopia e ultrassom endovaginal, o médico afirmou falsamente que a jovem sofria de "útero invertido" (anteversão do útero) e que essa anatomia seria a causa do mal-estar estomacal.
Utilizando-se da confiança da profissão, o médico ordenou que a menor retirasse a blusa, abaixasse a calça e se deitasse na maca para uma suposta manobra manual de correção do órgão. Durante o ato, ele apalpou as mamas da paciente sob o pretexto de ensinar o autoexame e introduziu os dedos em sua vagina. Posteriormente, a família consultou outro especialista, que confirmou a total falta de respaldo técnico e científico no procedimento adotado.




