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Médico condenado a 18 anos por estupr@r adolescente em Goiânia deixa a cadeia

Menos de cinco meses após ter a pena ampliada, ginecologista deixa o regime fechado

Redação iG News

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 17/07/2026, 08:39
Médico condenado a 18 anos por estupr@r adolescente em Goiânia deixa a cadeia

O médico Alfredo Carlos Dias Mattos Junior deixou a prisão nesta sexta-feira (17). O profissional havia sido condenado em fevereiro deste ano a 18 anos de reclusão por cometer crime sexual contra uma adolescente de 16 anos dentro de seu consultório, em Goiânia. A soltura do ginecologista ocorre em um curto espaço de tempo após a sentença que havia endurecido sua punição, gerando repercussão sobre o caso.

O Crime e a Falsa Justificativa Médica

O caso que levou à condenação ocorreu em março de 2023. A vítima, uma adolescente que sofria com fortes dores de estômago, buscou atendimento com Alfredo acompanhada de sua mãe. Após analisar exames de endoscopia e ultrassom endovaginal, o médico afirmou falsamente que a jovem sofria de "útero invertido" (anteversão do útero) e que essa anatomia seria a causa do mal-estar estomacal.

Utilizando-se da confiança da profissão, o médico ordenou que a menor retirasse a blusa, abaixasse a calça e se deitasse na maca para uma suposta manobra manual de correção do órgão. Durante o ato, ele apalpou as mamas da paciente sob o pretexto de ensinar o autoexame e introduziu os dedos em sua vagina. Posteriormente, a família consultou outro especialista, que confirmou a total falta de respaldo técnico e científico no procedimento adotado.

Mudança de Pena e Investigação de Outras Vítimas

Em primeira instância, a Justiça havia desclassificado a denúncia de estupro para violação sexual mediante fraude, aplicando uma pena inicial de 6 anos de reclusão. Contudo, o Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da promotora Camila Fernandes, recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). Em fevereiro deste ano, os desembargadores acolheram o recurso, enquadraram a conduta como estupro e aumentaram a reprimenda para 18 anos de prisão em regime fechado.

De acordo com as investigações do Ministério Público, o médico utilizava o mesmo modus operandi com outras pacientes, exigindo que se despissem na maca para praticar os abusos. Em decorrência do processo criminal, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) acatou decisão judicial e suspendeu o registro profissional do ginecologista, impedindo-o de exercer a medicina. A defesa do acusado não foi localizada para comentar a soltura.

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