Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, concedeu entrevista exclusiva à Record Goiás nesta segunda-feira (27). Ela passou 22 dias detida na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia.
A jovem Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, falou pela primeira vez após deixar a prisão e reafirmou que é inocente das acusações que a levaram a passar 22 dias presa. Em entrevista exclusiva à Record Goiás, nesta segunda-feira (27), ela contou como foram os dias no presídio e disse que agora luta para provar que não teve participação no crime investigado pela Polícia Civil do Amapá.
Ellen foi presa durante a segunda fase da Operação Boleto Fantasma, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de aplicar um golpe estimado em R$ 5 milhões por meio da clonagem do site da companhia de energia elétrica do Amapá.
Formada em Direito e Teologia e filha de um coronel da reserva da Polícia Militar de Goiás, ela deixou a Penitenciária Feminina do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia na última sexta-feira (24), após decisão da Justiça.
Na entrevista, Ellen afirmou que foi surpreendida pela prisão enquanto dormia na casa da família, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo ela, policiais cumpriram o mandado de prisão e a levaram para uma delegacia. Em seguida, foi transferida algemada para a unidade prisional.
Durante o período em que permaneceu presa, Ellen dividiu cela com outras dez detentas. Ela descreveu os dias na prisão como difíceis e disse que ainda tenta se recuperar emocionalmente da experiência.
A jovem acredita que foi incluída na investigação porque um dos investigados, identificado como Pedro Henrique, possuía o número de telefone dela. Segundo Ellen, os dois trocaram contato durante uma festa, mas nunca mais mantiveram qualquer relacionamento.
O advogado de defesa, Jean Tavares, afirma que a prisão foi resultado de uma falha na investigação. Segundo ele, houve uma confusão envolvendo a identificação da investigada, o que teria levado à decretação da prisão de Ellen.
Mesmo em liberdade, Ellen afirma que ainda terá de enfrentar o processo para comprovar sua inocência. Na entrevista, ela voltou a negar qualquer participação na organização criminosa e declarou que foi presa por um crime que não cometeu.
A Operação Boleto Fantasma investiga um grupo suspeito de fraudar boletos da companhia de energia elétrica do Amapá. De acordo com a Polícia Civil, dois apontados como líderes da organização seguem foragidos: Marcos Vinícius Souza Takahashi e Mauro Mayer de Castro Oliveira.