Investigado trabalhava como auxiliar de serralheiro e morava com a vítima, de 60 anos. Após dar janta com veneno e agredir o idoso, suspeito fugiu do hospital e limpou conta bancária
A Polícia Civil prendeu um homem investigado por tentar matar o patrão com veneno e furtar cerca de R$ 18,3 mil da vítima, em uma operação conjunta entre as polícias de Goiás e Mato Grosso. O suspeito foi localizado na cidade de Aripuanã (MT), após investigações conduzidas pelo Grupo Especial de Investigação de Homicídios (GIH) de Senador Canedo.
Segundo a Polícia Civil, o investigado é suspeito de tentar matar um serralheiro de 60 anos, dono de uma empresa em Senador Canedo. O crime aconteceu em 13 de setembro de 2024.
De acordo com as investigações, o suspeito morava na casa da vítima desde março de 2024 e trabalhava como auxiliar de serralheria. Os dois mantinham uma relação de confiança.
A investigação aponta que, após um jantar, a vítima passou mal e apresentou sintomas de intoxicação por carbamato, substância conhecida popularmente como “chumbinho”. Em seguida, o investigado teria desferido um golpe na cabeça do patrão.
Ainda conforme a polícia, o próprio suspeito levou a vítima ao hospital. No entanto, durante o atendimento, o médico desconfiou de um possível envenenamento. Nesse momento, o investigado fugiu da unidade de saúde, levantando suspeitas.
Após deixar o hospital, o homem teria voltado à casa da vítima, onde furtou R$ 300 em dinheiro. A Polícia Civil afirma ainda que ele realizou transferências bancárias que somaram R$ 18 mil utilizando senhas às quais tinha acesso por causa da relação de confiança com o patrão.
A vítima sobreviveu, mas precisou permanecer internada devido à gravidade dos ferimentos.
Durante as investigações, o GIH de Senador Canedo identificou que o suspeito havia deixado Goiás e estava escondido em Aripuanã. As informações foram compartilhadas com a Polícia Civil de Mato Grosso, que localizou e cumpriu o mandado de prisão preventiva.
O investigado foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Aripuanã, onde passou pelos procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.