Governador de Goiás e pré-candidato ao Planalto criticou lógica do "voto por revanche" entre PT e bolsonarismo, prometeu combater a "mexicanização" do Brasil.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou nesta quinta-feira (9) a polarização política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante agenda no Rio de Janeiro, ele afirmou que o Brasil vive uma “candidatura de rejeitados”, defendeu que o Pix não seja incluído em negociações comerciais com os Estados Unidos e prometeu endurecer o combate ao crime organizado, caso seja eleito.
Ao comentar as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, Caiado afirmou que o sistema de pagamentos brasileiro não deve fazer parte de qualquer negociação.
“Em relação ao Pix, isso é inegociável. É uma tecnologia desenvolvida pelo Brasil, por brasileiros, e não há por que isso entrar em mesa de negociação”, disse.
O ex-governador também defendeu que o Brasil deixe de ser apenas exportador de matérias-primas e passe a investir na industrialização de minerais estratégicos, como as terras raras. Segundo ele, o país precisa agregar valor à produção nacional e ampliar os investimentos em tecnologia.
Na área da segurança pública, Caiado afirmou que o combate às facções criminosas será uma das prioridades de sua campanha presidencial. Durante o evento, prometeu enfrentar o crime organizado e afirmou que pretende impedir o avanço das organizações criminosas no país.
“O Rio de Janeiro perdeu espaço porque o crime tomou conta de áreas inteiras. Se nós não enfrentarmos o crime organizado de forma frontal, o Brasil caminha para uma mexicanização”, declarou.
Ao falar sobre o cenário eleitoral de 2026, o governador criticou a disputa entre o PT e o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O que estamos vendo é uma candidatura de rejeitados. Quem não gosta do Lula vota no Flávio; quem não gosta do Flávio vota no Lula. Isso é revanche ou é uma eleição para escolher o melhor para o país?”, questionou.
Caiado também afirmou que tanto o PT quanto o grupo bolsonarista já tiveram a oportunidade de governar o Brasil e defendeu que sua experiência à frente do Governo de Goiás o credencia para disputar a Presidência.
Ao encerrar a agenda, o governador voltou a defender uma política nacional voltada à industrialização dos minerais estratégicos e afirmou que o Brasil possui potencial para avançar tecnologicamente, desde que invista em inovação e desenvolvimento.