Representante da Federação Goiana de Futebol acumula boas avaliações da Fifa após atuar em três partidas do torneio
O árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio está fortemente cotado pela comissão de arbitragem da Fifa para comandar uma das semifinais, a disputa de terceiro lugar ou até mesmo a grande final do mundial.
A chance de ouro ganhou força justamente com a queda do Brasil. Pelas regras de neutralidade da entidade, juízes ficam impedidos de apitar os confrontos decisivos caso suas seleções de origem continuem na briga. Com o caminho livre após a desclassificação brasileira, o profissional que representa a Federação Goiana de Futebol (FGF) se consolidou como um dos nomes de maior prestígio nos bastidores do torneio.
Campanha segura e meme na abertura
Até aqui, Wilton Pereira Sampaio trabalhou em três confrontos nesta Copa, recebendo avaliações muito positivas dos delegados da Fifa. Ele foi o responsável por conduzir a partida de abertura entre África do Sul e México — jogo tenso no qual distribuiu três cartões vermelhos.
Na ocasião, o goiano acabou virando meme nas redes sociais após fazer uma explicação em inglês no sistema de som do estádio que confundiu os jogadores africanos.
Apesar da repercussão na internet, a competência técnica falou mais alto. Na sequência, Wilton teve atuações seguras no duelo entre Noruega e Senegal, pela primeira fase, e no pegado confronto entre Holanda e Marrocos, na segunda fase da competição, apontada internamente como a sua melhor arbitragem neste mundial.
Histórico no apito e chance de fazer história
O prestígio do profissional de Goiás com a Fifa vem de longa data. Na Copa do Mundo do Catar, em 2022, ele já havia batido recordes ao apitar quatro partidas (Senegal x Holanda e Polônia x Arábia Saudita na fase de grupos; Holanda x Estados Unidos nas oitavas; e o clássico Inglaterra x França nas quartas de final).
A definição final sobre quem conduzirá o jogo do título envolve critérios políticos e geográficos. A Fifa avalia os países classificados para evitar conflitos de nacionalidade ou de confederação continental.
Se for escalado para a finalíssima, Wilton Pereira Sampaio entrará para um hall seletíssimo do esporte nacional. Na história das Copas, apenas dois árbitros brasileiros conseguiram o feito de apitar uma final: Arnaldo Cezar Coelho, em 1982 (Itália x Alemanha Ocidental), e Romualdo Arppi Filho, em 1986 (Argentina x Alemanha Ocidental).
Foto: HeulerxAndrey/DiaEsportivo