Marcas de ferimentos pelo corpo, o prejuízo da moto destruída e um pavor que parece não ter fim. Um motociclista, que prefere não se identificar por medo de retaliações, falou pela primeira vez sobre os momentos de pânico que viveu na Avenida Castelo Branco, em Goiânia. O que deveria ser um simples acidente de trânsito quase se transformou em uma tragédia após um Guarda Civil Municipal (GCM) se exaltar, efetuar disparos de arma de fogo e apontar uma arma para a cabeça da vítima.
O caso aconteceu quando o trabalhador voltava da casa do pai acompanhado da namorada na garupa. O casal trafegava pela faixa exclusiva para motos após sair de um posto de combustível, quando o GCM Juliano Eleutério da Silva — que também carregava uma passageira — teria feito uma conversão brusca para a direita, provocando a colisão.
Irritado ao perceber que estava sendo filmado, o agente passou a proferir ameaças contra o motociclista e a família, garantindo que anotou as placas dos veículos e que iria "buscar" as vítimas no dia seguinte. Durante a confusão, o guarda sacou a arma, efetuou três disparos em plena via pública e chegou a encostar a arma na cabeça do jovem. Um dos tiros atingiu a bomba de combustível da moto, deixando o trabalhador o único meio de transporte.




