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“Tudo que eu vou fazer, eu lembro dela”, diz filho de cozinheira morta atropelada; motorista vai a júri

Rosângela Ribeiro da Silva, de 51 anos, morreu em novembro de 2024 no Jardim América. Réu avançou o sinal vermelho, fugiu sem prestar socorro e responde em liberdade.

Iury Henrique

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 26/08/2026, 16:28
“Tudo que eu vou fazer, eu lembro dela”, diz filho de cozinheira morta atropelada; motorista vai a júri

Quase dois anos após a morte da cozinheira Rosângela Ribeiro da Silva, de 51 anos, o motorista acusado de provocar o acidente que matou a mulher vai a júri popular em Goiânia. O julgamento está marcado para a próxima quinta-feira (27). A família espera que a decisão represente justiça pela morte da cozinheira, atropelada enquanto seguia para o trabalho.

Rosângela morreu no dia 11 de novembro de 2024, no cruzamento da Rua C-148 com a Avenida T-9, no Jardim América. Segundo a investigação, ela estava na garupa de uma motocicleta de transporte por aplicativo quando o veículo foi atingido pelo carro, que teria avançado o sinal vermelho.

Câmeras de segurança registraram o momento da batida. Rosângela morreu ainda no local. O motociclista também foi arremessado com a força do impacto, mas sobreviveu após receber atendimento médico.

Após a colisão, o motorista deixou o local sem prestar socorro. Dentro do carro foram encontradas latinhas de cerveja e energético. Ele foi preso pouco tempo depois e alegou à polícia que fugiu porque teria sido ameaçado por pessoas que estavam no local do acidente.

O motorista chegou a ficar preso, mas posteriormente passou a responder ao processo em liberdade. A decisão provocou indignação entre os familiares de Rosângela.

“Quando eu fiquei sabendo que ele foi solto e responderia em liberdade, para mim eu desacreditei do Poder Público”, afirmou Judson Viana, filho da vítima.

Quase dois anos depois da tragédia, Judson diz que a ausência da mãe ainda é sentida diariamente pela família. Segundo ele, os filhos eram muito próximos da avó e convivem com o vazio deixado pela morte.

Agora, a família espera que o júri popular reconheça a responsabilidade do acusado e que ele seja punido. “A gente está aguardando a condenação dele. Espero que a justiça seja feita”, disse Judson.

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