Prisão preventiva ocorreu no Setor Centro-Oeste, em Goiânia. Investigado teria divulgado vídeo em grupos do Esquadrão Vilanovense para coagir testemunha da Operação Retorno Seguro.
Um homem apontado pela Polícia Civil como integrante de uma torcida organizada foi preso preventivamente nesta terça-feira (1º), em Goiânia, suspeito de ameaçar uma testemunha que colaborou com as investigações da Operação Retorno Seguro. Segundo a corporação, o investigado teria compartilhado em grupos ligados à torcida um vídeo do depoimento da testemunha e, depois, feito ameaças contra ela por causa das informações prestadas à polícia.
A prisão foi cumprida pelo Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (GEPROT/DEIC), no Setor Centro-Oeste, junto com um mandado de busca e apreensão. A investigação apura, em tese, o crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal.
De acordo com a Polícia Civil, a testemunha procurou as autoridades após passar a sofrer intimidações e ameaças depois de colaborar com a investigação que resultou nas duas primeiras fases da Operação Retorno Seguro.
Ainda segundo a corporação, o suspeito teria tido acesso ao registro audiovisual do depoimento e divulgado o conteúdo para integrantes da torcida organizada Esquadrão Vilanovense. A polícia afirma que ele teria usado o vídeo para acusar a testemunha de ter contribuído para a prisão de integrantes do grupo.
O investigado é apontado como integrante do 20º Comando da torcida organizada e, conforme a Polícia Civil, possui registros criminais anteriores por associação para o tráfico e tráfico de drogas.
A Operação Retorno Seguro investiga uma emboscada contra torcedores do Goiás Esporte Clube ocorrida em 15 de março de 2026, no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia. O ataque aconteceu quando os torcedores voltavam da final do Campeonato Goiano.
A primeira fase da operação foi realizada em 8 de maio, em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília. Já a segunda fase ocorreu em 30 de julho, quando cinco pessoas foram presas preventivamente e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra investigados ligados ao 20º Comando da torcida.
A Polícia Civil informou que a nova investigação surgiu justamente após as prisões da segunda fase e a colaboração da testemunha. As autoridades agora analisam o material apreendido e realizam novas diligências para esclarecer a origem do compartilhamento do depoimento e verificar se outras pessoas participaram das ameaças.