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Torcedor do Vila Nova é preso suspeito de vazar depoimento e ameaçar testemunha de emboscada

Prisão preventiva ocorreu no Setor Centro-Oeste, em Goiânia. Investigado teria divulgado vídeo em grupos do Esquadrão Vilanovense para coagir testemunha da Operação Retorno Seguro.

Iury Henrique

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 01/09/2026, 21:16
Torcedor do Vila Nova é preso suspeito de vazar depoimento e ameaçar testemunha de emboscada

Um homem apontado pela Polícia Civil como integrante de uma torcida organizada foi preso preventivamente nesta terça-feira (1º), em Goiânia, suspeito de ameaçar uma testemunha que colaborou com as investigações da Operação Retorno Seguro. Segundo a corporação, o investigado teria compartilhado em grupos ligados à torcida um vídeo do depoimento da testemunha e, depois, feito ameaças contra ela por causa das informações prestadas à polícia.

A prisão foi cumprida pelo Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (GEPROT/DEIC), no Setor Centro-Oeste, junto com um mandado de busca e apreensão. A investigação apura, em tese, o crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal.

De acordo com a Polícia Civil, a testemunha procurou as autoridades após passar a sofrer intimidações e ameaças depois de colaborar com a investigação que resultou nas duas primeiras fases da Operação Retorno Seguro.

Ainda segundo a corporação, o suspeito teria tido acesso ao registro audiovisual do depoimento e divulgado o conteúdo para integrantes da torcida organizada Esquadrão Vilanovense. A polícia afirma que ele teria usado o vídeo para acusar a testemunha de ter contribuído para a prisão de integrantes do grupo.

O investigado é apontado como integrante do 20º Comando da torcida organizada e, conforme a Polícia Civil, possui registros criminais anteriores por associação para o tráfico e tráfico de drogas.

A Operação Retorno Seguro investiga uma emboscada contra torcedores do Goiás Esporte Clube ocorrida em 15 de março de 2026, no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia. O ataque aconteceu quando os torcedores voltavam da final do Campeonato Goiano.

A primeira fase da operação foi realizada em 8 de maio, em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília. Já a segunda fase ocorreu em 30 de julho, quando cinco pessoas foram presas preventivamente e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra investigados ligados ao 20º Comando da torcida.

A Polícia Civil informou que a nova investigação surgiu justamente após as prisões da segunda fase e a colaboração da testemunha. As autoridades agora analisam o material apreendido e realizam novas diligências para esclarecer a origem do compartilhamento do depoimento e verificar se outras pessoas participaram das ameaças.

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