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Suspeito de manter menina em cativeiro planejou 'boa noite Cinderela' para a família e se gabava da repercussão do crime

Em depoimento à DPCA, jovem de 19 anos confessou que sabia que o ato era errado, debochou do caso, pediu para falar com a imprensa

Guilherme Martins

Anápolis, GO - IG News Goiás

Publicado em 10/09/2026, 13:59
Suspeito de manter menina em cativeiro planejou 'boa noite Cinderela' para a família e se gabava da repercussão do crime

Novos e estarrecedores detalhes revelados pela Polícia Civil expõem a frieza do jovem de 19 anos preso em flagrante por manter uma adolescente de 13 anos trancada em um barraco abandonado, em Anápolis. Em depoimento à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o suspeito confessou o crime, debochou do trabalho policial e admitiu que arquitetou um plano detalhado de fuga, que incluía dopar os familiares da vítima.

De acordo com a delegada Aline Lopes, responsável pelas investigações, o investigado estudou previamente as câmeras de segurança da região para evitar o rastreamento e orientou a menor a dar um "boa noite Cinderela" nos próprios parentes antes de sair de casa. O rapaz confessou ter ciência de que a conduta era criminosa, mas afirmou que seguiu em frente por acreditar que o plano daria certo. Sem demonstrar qualquer arrependimento, o jovem chegou a pedir para conversar com a imprensa dentro da delegacia para debochar do caso.

Enquanto permanecia trancada com correntes e cadeados pelo lado de fora no imóvel abandonado, a adolescente acompanhava ao lado do agressor a repercussão do seu desaparecimento pela internet. O suspeito se gabava abertamente do número de visualizações e da comoção gerada nas redes sociais e na imprensa. Sobre a hipótese de uma viagem para o Canadá, a delegada esclareceu que tratava-se de um desejo alimentado pela menor, mas que não passou de uma ideia distante sem concretização.

No momento do resgate, a vítima apresentou forte resistência e afirmou que não queria deixar o local. O investigado, que aliciou a vítima pelo aplicativo Discord e mandou que ela destruísse o celular para apagar vestígios, segue preso à disposição do Poder Judiciário. Ele responderá pelos crimes de estupro de vulnerável e cárcere privado. A adolescente passou por atendimento psicológico e foi acolhida pela rede de proteção municipal.

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