Advogados de Magda Oliveira da Silva pedem cautela e alegam rigor ético nos atendimentos. Profissional é investigada por mutilações, necrose e uso de remédios vencidos em sete mulheres.
A defesa da fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, presa preventivamente em Goiânia durante uma investigação sobre procedimentos estéticos, afirmou que a profissional confia na Justiça e que sua inocência será comprovada ao longo do processo. Em nota divulgada à imprensa, os advogados destacaram a presunção de inocência, o direito à ampla defesa e a disposição em colaborar com as autoridades. Magda é investigada por supostas lesões graves e gravíssimas em pelo menos sete mulheres.
Segundo a defesa, a fisioterapeuta e sua equipe jurídica estão à disposição da Polícia Civil e do Poder Judiciário para apresentar informações, laudos técnicos e documentos relacionados aos atendimentos realizados.
“A Sra. Magda Oliveira da Silva reafirma seu compromisso com a verdade e o rigor ético que sempre pautaram sua atuação profissional na área de fisioterapia e estética”, diz um trecho da nota.
Os advogados também pediram cautela na divulgação de informações que consideram prematuras e afirmaram que os fatos devem ser analisados com base nos autos e nas perícias realizadas durante a investigação.
Investigação apura lesões em sete mulheres
Magda foi presa preventivamente na segunda-feira (21), em Goiânia, durante uma operação da Polícia Civil de Goiás. A investigação apura denúncias de complicações após procedimentos estéticos realizados nas regiões íntima, facial, glútea e mamária.
De acordo com a polícia, nove mulheres foram identificadas como vítimas. Os relatos incluem queimaduras, cortes, infecções, cicatrizes, sangramentos e retirada de tecido. Em alguns casos, as pacientes teriam precisado de atendimento médico após os procedimentos.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em uma residência e dois consultórios relacionados à investigada. Os policiais apreenderam celulares, medicamentos e outros materiais que serão analisados.
A Polícia Civil também informou ter encontrado medicamentos vencidos e identificado a ausência de licença sanitária para o funcionamento de um dos locais investigados.
A apuração busca esclarecer as circunstâncias dos procedimentos, possíveis irregularidades na atuação profissional e as consequências das lesões relatadas pelas pacientes. O caso continua sob investigação, e a defesa nega irregularidades, reafirmando que a inocência da fisioterapeuta será demonstrada no decorrer do processo.