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Sobe para nove o número de vítimas de fisioterapeuta investigada por deformar partes íntimas; defesa pede cautela sobre acusações

Advogados de Magda Oliveira da Silva pedem cautela e alegam rigor ético nos atendimentos. Profissional é investigada por mutilações, necrose e uso de remédios vencidos em sete mulheres.

Redação

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 22/09/2026, 16:12
Sobe para nove o número de vítimas de fisioterapeuta investigada por deformar partes íntimas; defesa pede cautela sobre acusações

A defesa da fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, presa preventivamente em Goiânia durante uma investigação sobre procedimentos estéticos, afirmou que a profissional confia na Justiça e que sua inocência será comprovada ao longo do processo. Em nota divulgada à imprensa, os advogados destacaram a presunção de inocência, o direito à ampla defesa e a disposição em colaborar com as autoridades. Magda é investigada por supostas lesões graves e gravíssimas em pelo menos sete mulheres.

Segundo a defesa, a fisioterapeuta e sua equipe jurídica estão à disposição da Polícia Civil e do Poder Judiciário para apresentar informações, laudos técnicos e documentos relacionados aos atendimentos realizados.

“A Sra. Magda Oliveira da Silva reafirma seu compromisso com a verdade e o rigor ético que sempre pautaram sua atuação profissional na área de fisioterapia e estética”, diz um trecho da nota.

Os advogados também pediram cautela na divulgação de informações que consideram prematuras e afirmaram que os fatos devem ser analisados com base nos autos e nas perícias realizadas durante a investigação.

Investigação apura lesões em sete mulheres

Magda foi presa preventivamente na segunda-feira (21), em Goiânia, durante uma operação da Polícia Civil de Goiás. A investigação apura denúncias de complicações após procedimentos estéticos realizados nas regiões íntima, facial, glútea e mamária.

De acordo com a polícia, nove mulheres foram identificadas como vítimas. Os relatos incluem queimaduras, cortes, infecções, cicatrizes, sangramentos e retirada de tecido. Em alguns casos, as pacientes teriam precisado de atendimento médico após os procedimentos.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em uma residência e dois consultórios relacionados à investigada. Os policiais apreenderam celulares, medicamentos e outros materiais que serão analisados.

A Polícia Civil também informou ter encontrado medicamentos vencidos e identificado a ausência de licença sanitária para o funcionamento de um dos locais investigados.

A apuração busca esclarecer as circunstâncias dos procedimentos, possíveis irregularidades na atuação profissional e as consequências das lesões relatadas pelas pacientes. O caso continua sob investigação, e a defesa nega irregularidades, reafirmando que a inocência da fisioterapeuta será demonstrada no decorrer do processo.

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