Esposa de Gustavo Martins desabafou sobre a busca desesperada do marido por trabalho antes do crime. Polícia Civil identificou o suspeito como Adriano Júnior, que continua foragido.
Gustavo Martins dos Santos, de 27 anos, tentava conseguir um trabalho para pagar uma dívida de R$ 600 antes de ser morto a tiros em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a esposa dele, Milena Pereira, o valor era cobrado por um amigo de infância da vítima, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do crime.
Gustavo foi baleado na noite desta terça-feira (29), no Parque São Jorge. De acordo com a investigação, ele foi atingido por pelo menos quatro disparos. O Corpo de Bombeiros socorreu a vítima e a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inhumas, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Em entrevista à Record Goiás nesta quarta-feira (30), Milena contou que Gustavo estava desempregado e enviava mensagens para diferentes pessoas na tentativa de conseguir uma oportunidade de trabalho e, assim, levantar o dinheiro para quitar a dívida.
“Ele sempre correu atrás, só que nesse momento ele ainda mandava as mensagens para esse Adriano Júnior. Ele estava parado, não estava trabalhando. Ele mandava mensagem para um, mandava mensagem para outro para arrumar serviço para pagar, e ele não esperou”, relatou.
Segundo Milena, Gustavo conhecia o homem apontado como suspeito desde a infância e costumava confiar nas pessoas. Ela afirmou que chegou a alertar o marido sobre a proximidade com outras pessoas.
“Todo mundo para ele era amigo, todo mundo era bonzinho. E eu falava para ele: ‘Ninguém é amigo de ninguém’, porque o próprio amigo dele matou ele”, disse.
Ainda conforme a esposa, se o homem tivesse procurado a família para cobrar os R$ 600, ela teria tentado conseguir o dinheiro para evitar que a situação terminasse em violência.
“Se ele tivesse falado assim: ‘Tem como você me pagar, Milena?’, eu tinha arrumado um jeito de pagar para não chegar a isso. Meus filhos não crescerem sem o pai”, afirmou.
O delegado André Fernandes informou que a dívida de R$ 600 é uma das linhas investigadas como possível motivação para o homicídio. O suspeito fugiu após o crime e está sendo procurado pela polícia.
A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer a dinâmica do ataque e confirmar a motivação do assassinato.