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Pai é preso suspeito de ameaçar ‘arrancar cabeça’ da filha e espancá-la com cabo de rodo

Menina tomou coragem para denunciar tortura física e psicológica que sofria dentro de casa; pedreiro acabou preso em flagrante

Guilherme Martins

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 11/08/2026, 21:25
Pai é preso suspeito de ameaçar ‘arrancar cabeça’ da filha e espancá-la com cabo de rodo

Uma criança de apenas 11 anos teve a coragem de quebrar o silêncio e pedir socorro após viver sob uma rotina de agressões físicas, ameaças de morte e abandono provocadas pelo próprio pai, em Aparecida de Goiânia. O suspeito, que trabalha como pedreiro, foi preso em flagrante por equipes da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Em depoimento, a vítima relatou o pavor constante que sentia do agressor, descrito por ela como uma pessoa extremamente violenta. A menina contou que costumava levar broncas, xingamentos e espancamentos sem qualquer motivo. Em um dos episódios de crueldade, ao tentar dar um abraço no pai, a criança acabou sendo agredida com o cabo de um rodo. As agressões deixaram marcas e lesões visíveis espalhadas pelo corpo da menina, como machucados nas costas e em um dos dedos.

A situação de vulnerabilidade da criança é ainda mais grave pelo histórico familiar e pela ausência de uma rede de apoio. A vítima possui registro por ter sido vítima de abuso sexual praticado pelo próprio tio. Além disso, a menina informou que não tem parentes próximos na capital e que não mantém contato com a mãe, que mora em Brasília, desde quando tinha apenas quatro anos de idade.

Além da violência física, o ambiente doméstico era dominado por fortes intimidações verbais. O pai dizia com frequência que iria "matá-la", além de ameaçar "arrancar a cabeça" e "a orelha" da própria filha. As ameaças se intensificaram durante dias seguidos em que o homem permaneceu em casa sem ir trabalhar, dedicando o tempo a brigas e tortura psicológica.

Exausta das dores e do medo, a menina procurou ajuda. O suspeito acabou preso no momento em que equipes do Conselho Tutelar foram à residência da família para recolher as roupas da vítima. Policiais e guardas civis montaram uma campana no local e aguardaram a chegada do pedreiro, que recebeu voz de prisão assim que pisou em casa. Ao saber da prisão do pai e de seu afastamento do agressor, a criança expressou alívio e esperança de ter uma vida segura. O caso segue sob acompanhamento do Conselho Tutelar e da Polícia Civil.

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