A tentativa de esconder um crime brutal por trás de uma farsa desmoronou na zona rural de Palmeiras de Goiás. A Polícia Civil apurou que o padrasto do pequeno Daniel, de 10 anos, teria inventado um álibi para ocultar a tentativa de matar a criança no Assentamento Canudos. À medida que a mentira da "arma que disparou sozinha" caiu por terra, testemunhas revelaram às autoridades que o menino era visto frequentemente com marcas de cintadas espalhadas pelo corpo.
Para tentar enganar os investigadores, o padrasto alegou que estaria no imóvel de um vizinho no momento em que a criança foi atingida. No entanto, o cruzamento de dados feito pela Polícia Civil revelou que o homem fez uma visita totalmente fora do comum de apenas dez minutos — realizada exatamente pouco antes do disparo e duas horas antes de a polícia ser comunicada do fato. O próprio morador prestou depoimento e afirmou ter achado a atitude estranha e inesperada, o que levou a equipe de investigação a concluir que a visita atípica serviu para tentar criar uma falsa linha de defesa.
Outro ponto que desmantelou a versão do casal foi o ocultamento do laudo médico. A mãe e o padrasto já sabiam que o garoto apresentava três perfurações causadas por projéteis, além de um alerta do próprio médico de que as lesões eram totalmente incompatíveis com um acidente doméstico, mas esconderam esses detalhes dos policiais.




