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Operação Destroyer cumpre 20 mandados contra rede de 'laranjas' ligada a facção em Goiás e outros quatro estados

nvestigação começou após assassinato em Caldas Novas e revelou esquema financeiro que usava parentes de chefão em São Paulo para lavar dinheiro

Guilherme Martins

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 27/08/2026, 09:29
Operação Destroyer cumpre 20 mandados contra rede de 'laranjas' ligada a facção em Goiás e outros quatro estados

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), deflagrou nesta quinta-feira (27) a Fase 17 da Operação Destroyer, batizada de "Legado Oculto". As equipes cumpriram 20 mandados de busca e apreensão em Goiás e em mais quatro unidades da Federação: São Paulo, Minas Gerais, Rondônia e no Distrito Federal.

A ofensiva contou com o apoio das Polícias Civis dos demais estados envolvidos e integra a 4ª Edição da Operação RENORCRIM, ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para desarticular facções criminosas. Em solo goiano, os alvos foram localizados em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Caldas Novas. Fora do estado, as buscas ocorreram em Sorocaba (SP), Porto Velho (RO), Manga (MG) e Planaltina (DF).

De acordo com a DRACO, o inquérito teve início com a apuração de um homicídio praticado em Caldas Novas. O avanço das apurações indicou que o crime de morte tinha ligação direta com a disputa de espaço de uma organização criminosa com ramificação nacional. A partir da análise patrimonial e bancária, os investigadores descobriram um complexo esquema financeiro voltado para a lavagem de dinheiro do grupo.

A polícia identificou que a estrutura utilizava "laranjas" — principalmente familiares e pessoas ligadas a um dos chefes da facção que atua a partir de São Paulo. As contas dessas pessoas eram usadas para fracionar os depósitos, ocultar os verdadeiros donos do dinheiro e dificultar o rastreamento feito pelas autoridades financeiras.

A investigação também revelou que o bando tentou mudar de nome para burlar o trabalho da polícia e reorganizar as atividades ilícitas, mas manteve os mesmos líderes e métodos operacionais. Os computadores, celulares e documentos recolhidos durante as buscas nesta quinta-feira serão analisados para detalhar a movimentação financeira e identificar outros integrantes do grupo.

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