Tiro transfixou o porta-malas do veículo e atingiu a jovem nas costas, com risco de perda dos movimentos das pernas. Policial alegou ameaça de atropelamento, mas família nega versão e diz que militar deu soco no carro antes do disparo.
Uma adolescente de 15 anos passou por cirurgia após ser baleada dentro de um carro, em Abadia de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. Ela foi atingida nas costas e o projétil saiu pelo abdômen. A jovem permanece internada em estado grave e, segundo a família, existe o risco de ela perder os movimentos das pernas.
O disparo aconteceu após a adolescente sair de uma festa acompanhada de familiares. Segundo a família, o tiro teria sido efetuado por um policial militar que estava de folga.
No momento do disparo, sete pessoas estavam dentro do veículo, entre elas um bebê de 1 ano e meio e duas adolescentes gêmeas, de 15 anos. Segundo o tio da vítima, que dirigia o carro, o trânsito estava intenso e o grupo ficou parado na rua.
Ainda conforme o motorista, ele viu o policial discutindo com uma mulher e, em determinado momento, o militar teria passado atrás do veículo e dado um soco no porta-malas. Depois disso, houve o disparo que atingiu a adolescente.
A versão apresentada por testemunhas que estavam com o policial é diferente. Conforme o registro da ocorrência, um veículo branco teria passado em alta velocidade pelo local, quase atropelando pessoas. O motorista teria proferido xingamentos, ofensas e ameaças e, segundo os relatos, feito menção de estar armado.
Ainda de acordo com o boletim, diante da situação, o policial teria orientado as pessoas a se abaixarem e efetuado aproximadamente quatro disparos de arma de fogo em direção ao chão. A família, no entanto, contesta essa versão e afirma que ninguém dentro do carro estava armado.
A adolescente foi atingida pelas costas e o tiro atravessou o porta-malas antes de sair pelo abdômen. Ela passou por cirurgia e continua internada em estado grave.
O policial militar foi preso e levado para a Central de Flagrantes de Trindade. Segundo a Polícia Militar, ele foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio simples. A arma de fogo foi apreendida e o militar foi desarmado cautelarmente.
A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para investigar o caso. A Corregedoria da Polícia Militar também foi comunicada e deve adotar as providências administrativas cabíveis, independentemente da apuração criminal.
Por medo de represálias, os familiares não quiseram mostrar o rosto e pediram que a adolescente também não fosse identificada.