O Tribunal do Júri de Goiânia foi palco do uso da inteligência artificial para sintetizar a imagem e a voz do advogado Davi Sebba, vítima de um homicídio que teria sido praticado por policiais há 14 anos. De acordo com a família da vítima, a iniciativa trata-se de um feito inédito na história do Judiciário brasileiro.
A tecnologia permitiu a exibição de um vídeo no qual o advogado reaparece digitalmente para transmitir uma mensagem ao filho, Gabriel Davi. O jovem nasceu no mesmo dia em que o pai foi morto, em julho de 2012, e nunca chegou a conhecê-lo. A exibição do material durante as sustentações da acusação e da assistência de acusação causou forte comoção entre jurados e familiares presentes no plenário.
A reconstituição audiovisual do advogado combinou documentos de arquivo, fotografias e registros de áudio originais para simular a fisionomia e a voz da vítima. Com isso, o recurso técnico permitiu que, simbolicamente, o próprio morto ganhasse voz no julgamento do processo sobre seu assassinato.




