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Fisioterapeuta é presa suspeita de mutilar e causar necrose em ‘vagina’ de pacientes durante estética invasiva

Magda Oliveira da Silva foi detida preventivamente pela PCGO após denúncias de sete mulheres. Polícia apreendeu remédios vencidos em consultório sem licença sanitária.

Iury Henriqus

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 21/09/2026, 11:07
Fisioterapeuta é presa  suspeita de mutilar e causar necrose em ‘vagina’ de pacientes durante estética invasiva

A fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva foi presa preventivamente nesta segunda-feira (21), em Goiânia, durante uma investigação da Polícia Civil de Goiás sobre procedimentos estéticos invasivos que teriam causado lesões graves e gravíssimas em pelo menos sete mulheres. Segundo a polícia, as vítimas relataram queimaduras, cortes, infecções, necrose, cicatrizes e perda de tecido em diferentes partes do corpo.

A prisão foi realizada pela 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, com apoio do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) da 1ª Delegacia Regional de Polícia. Além do mandado de prisão, foram cumpridas três ordens de busca e apreensão, sendo uma na residência da investigada e duas em consultórios.

Durante as diligências, os policiais apreenderam celulares, medicamentos e outros materiais relacionados à investigação. Entre os produtos encontrados, havia medicamentos vencidos. A polícia também identificou a ausência de licença sanitária para o funcionamento do local.

Vítimas relatam lesões em diferentes procedimentos

De acordo com a investigação, os procedimentos analisados envolvem as regiões íntima, facial, glútea e mamária. Em alguns casos, as pacientes teriam sofrido complicações que exigiram atendimento médico.

Uma das vítimas relatou que, durante um procedimento íntimo, houve retirada de tecido além do que havia autorizado, atingindo a região do clitóris. Documentos médico-legais produzidos durante a investigação registraram lesões compatíveis com intervenção na região genital.

Outra mulher relatou ter sofrido queimaduras graves nas mamas, com persistência das lesões e presença de tecido desvitalizado. Também foram registrados relatos de dor intensa, sangramentos, inchaço, hematomas, secreções e cicatrizes após procedimentos estéticos.

A Polícia Civil investiga se a fisioterapeuta teria ultrapassado os limites técnicos e legais de sua atuação profissional ao realizar cortes, retirar tecidos e prescrever ou fornecer medicamentos.

A investigação continua em andamento. A polícia orienta que possíveis novas vítimas procurem a unidade responsável pelo caso para apresentar relatos, documentos, imagens e outros materiais que possam contribuir com o esclarecimento dos fatos.

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