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“Estou sem chão”, diz viúva de fazendeiro morto e queimado em caminhonete

Cleuber Parreira da Silva foi assassinado após flagrar furto de gado em propriedade de Goiás. Suspeito de participação foi preso com arma e solto com tornozeleira; defesa nega autoria.

Redação IG NEWS GO

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 07/08/2026, 18:45
“Estou sem chão”, diz viúva de fazendeiro morto e queimado em caminhonete

A esposa do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, Gleide Roda de Oliveira, afirmou em entrevista exclusiva à Record Goiás que espera por justiça após a morte do marido. Familiares e amigos suspeitam que o produtor rural tenha sido assassinado após flagrar criminosos furtando gado na propriedade dele, em Goiás.

Segundo a investigação, Cleuber teria visto suspeitos retirando animais da fazenda e reconhecido um dos envolvidos. A suspeita é de que ele tenha sido morto e colocado na carroceria da própria caminhonete, que depois foi incendiada.

Um dos suspeitos, André de Oliveira Souza, foi preso no distrito de Deuslândia, em Brazabrantes. Ele foi identificado após um vizinho da vítima relatar ter visto um carro Volkswagen Gol, de cor vermelha, parado próximo à fazenda de Cleuber no dia do crime.

O vizinho fotografou a placa do veículo e afirmou ter visto um homem deixando o local no carro. Pouco tempo depois, um incêndio começou na vegetação. Funcionários da fazenda foram chamados e encontraram a caminhonete da vítima em chamas.

Com a identificação do veículo, policiais militares iniciaram as buscas e localizaram o automóvel e o proprietário. Conforme a polícia, no dia do crime, Cleuber teria se encontrado com André. A esposa do suspeito confirmou o encontro e relatou que havia uma denúncia sobre um caminhão carregado com gado que teria sido furtado da propriedade.

Ainda segundo a investigação, uma arma de fogo que pode ter sido utilizada no crime foi encontrada na casa do suspeito. André trabalhava como caseiro em uma fazenda próxima à propriedade de Cleuber.

Após a prisão, o suspeito deixou a unidade prisional usando tornozeleira eletrônica. O advogado de André afirmou que ele não participou do crime e que apenas teria emprestado o carro para outra pessoa, sem saber o que seria feito com o veículo.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos.

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