Investigação aponta que vítimas foram emboscadas em frente à casa de PM da reserva. Grupo incluía ex-secretário municipal de São João d’Aliança e integrantes de comunidade cigana de SP; autores seguem foragidos.
A Polícia Civil detalhou, nesta quarta-feira (12), a dinâmica da execução de quatro pessoas ocorrida na terça-feira (11), em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o delegado José Antônio Sena, as vítimas foram até a cidade por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 250 mil relacionada à compra de um caminhão do tipo prancha. Ao chegarem ao endereço de um policial militar da reserva, a caminhonete em que estavam foi alvo de vários disparos.
De acordo com o delegado, após os primeiros tiros, os suspeitos se aproximaram do veículo, ordenaram que as vítimas descessem e efetuaram novos disparos. Os quatro ocupantes morreram no local.
Duas vítimas eram moradoras de São João d’Aliança, na região Nordeste de Goiás, e outras duas eram de São Paulo e faziam parte de uma comunidade cigana. Elas foram identificadas como Luís Antônio Rodrigues, de 58 anos; Gustavo Fernandes Graças, de 30; André Luiz Ferreira Silva, de 41; e Gustavo Aurélio Miguel, de 31.
Luís e Gustavo eram moradores de São João d’Aliança. Gustavo foi secretário municipal de Transportes. A prefeitura publicou duas notas de pesar e decretou luto oficial de três dias no município.
Ainda segundo José Antônio Sena, as polícias Civil e Militar apuram outras possíveis atividades exercidas pelas vítimas. Há informações de que elas também poderiam atuar com empréstimos de dinheiro, prática conhecida como agiotagem. No entanto, a principal linha de investigação, neste momento, aponta que o crime tenha sido motivado pela dívida de R$ 250 mil referente ao caminhão.
Os autores do crime ainda não foram identificados ou presos. Equipes das polícias Civil e Militar realizam buscas para localizar os suspeitos. A Polícia Técnico-Científica também participa da investigação e deve elaborar laudos que poderão ajudar a esclarecer as circunstâncias das mortes.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que busca identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação e a dinâmica completa do crime.