Ex-deputado e delegado relata que magistrado pede R$ 50 mil e remoção de vídeos sobre a libertação de Rivonaldo de Moura Xavier, o “Cuiabano”.
O delegado Humberto Teófilo afirmou, neste sábado (8), em uma publicação nas redes sociais, que foi processado por um desembargador após criticar uma decisão judicial que determinou a soltura de Rivonaldo de Moura Xavier, conhecido como “Cuiabano” ou “Naldo”, apontado pela polícia como uma das principais lideranças do PCC em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana.
Segundo Teófilo, o magistrado pede R$ 50 mil de indenização e também solicita a retirada de vídeos publicados pelo delegado nos quais ele questiona a decisão judicial.
Na publicação, Teófilo afirmou que Rivonaldo era investigado por envolvimento com uma organização criminosa e que a polícia teria reunido documentos, movimentações financeiras e conversas de WhatsApp que, segundo ele, indicariam a atuação do suspeito na facção.
O delegado também afirmou que o investigado teria planejado sua morte. A declaração, no entanto, foi apresentada por Teófilo como parte das informações relacionadas à investigação.
Teófilo criticou ainda a justificativa apresentada na decisão judicial para a soltura. Segundo ele, o desembargador teria considerado que o crime investigado era de menor gravidade, relacionado à associação criminosa. O delegado classificou essa fundamentação como um “erro material”.
Ainda de acordo com Teófilo, o relatório policial e a denúncia do Ministério Público, com mais de 50 páginas, descreveriam uma organização criminosa estruturada e sofisticada ligada ao PCC em Aparecida de Goiânia.
Na publicação, o delegado também afirmou que não pretende apagar os vídeos e disse considerar o processo uma tentativa de intimidação. Ele ainda levantou a possibilidade de sofrer outras medidas judiciais, mas não apresentou provas de que exista qualquer ordem de prisão contra ele.
Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação do desembargador citado por Teófilo sobre as acusações feitas pelo delegado. A reportagem também não teve acesso à íntegra da ação judicial para confirmar os pedidos apresentados pelo magistrado.