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Casos de violência sexual contra crianças disparam 220% em Goiás e medidas precisam ser tomadas, diz defensora

Com base em boletins da SES-GO e do Tribunal de Contas, postulante expõe alta de 220% nos relatos de violência sexual contra crianças no estado e defende reforço no pré-natal em Rio Verde.

Iury Henrique

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 12/09/2026, 12:26
Casos de violência sexual contra crianças disparam 220% em Goiás e medidas precisam ser tomadas, diz defensora

Um vídeo publicado pela candidata a deputada federal pelo Missão, Fernanda Borges, chama atenção para os índices de violência sexual contra crianças e adolescentes e para indicadores de saúde materno-infantil em Goiás. Na publicação, ela apresenta dados de boletins da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) e do Tribunal de Contas e defende o fortalecimento das políticas de proteção e atendimento.

Segundo os dados citados pela candidata, Goiás registrou mais de 14 mil notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes entre 2015 e 2024. O número de notificações teria aumentado mais de 220% no período. As meninas representam cerca de 86% das vítimas e, conforme os dados apresentados, grande parte dos casos ocorre dentro do ambiente familiar ou envolve pessoas conhecidas.

Fernanda ressalta que os números são estaduais e não representam exclusivamente o município de Rio Verde, mas afirma que os indicadores reforçam a necessidade de ampliar a rede de proteção em cidades de grande crescimento populacional e econômico.

O vídeo também aborda a assistência às gestantes. Conforme os dados apresentados, apenas 32% das gestantes em Goiás realizaram seis ou mais consultas de pré-natal em 2024. A publicação também cita o aumento do excesso de peso durante a gestação, apontado como um dos fatores associados ao risco de complicações para mães e bebês.

Em relação a Rio Verde, a candidata cita dados do Tribunal de Contas que apontam cobertura de pré-natal de 78%, abaixo do índice de 90% ou mais considerado ideal. Outro ponto destacado é a proporção de partos cesáreos, superior a 70% no município.

Na publicação, Fernanda defende que o crescimento econômico do município seja acompanhado pelo fortalecimento da atenção primária e das políticas de cuidado materno-infantil.

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