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Bancário assume ter colocado câmera em banheiro masculino da SmartFit e dispara: “Gostava de ver”

Fato revelado em depoimento expõe fetiche do aluno frequentador; imagens anexadas à investigação mostram como mini equipamento gravava homens

Guilherme Martins

Goiânia, GO - IG News Goiás

Publicado em 22/09/2026, 16:00
Bancário assume ter colocado câmera em banheiro masculino da SmartFit e dispara: “Gostava de ver”

Em novo desdobramento da investigação sobre a mini câmera de alta definição encontrada no banheiro masculino da academia Smart Fit, no Setor Bueno, o investigado confessou o crime e revelou a motivação ao delegado. O homem, que é aluno bancário da unidade e não funcionário como se suspeitava inicialmente, declarou expressamente em depoimento que instalou o equipamento porque "gostava de ver" o material gravado.

Imagens anexadas ao inquérito policial mostram com detalhes a forma como as gravações eram feitas de maneira dissimulada no mictório, capturando cenas da intimidade de diversos frequentadores sem que nada fosse percebido.

A Polícia Civil de Goiás chegou até o bancário após realizar o cruzamento de dados do sistema de controle de acesso de alunos com os horários registrados nos vídeos apreendidos. As filmagens somam cerca de duas horas ininterruptas de conteúdo. Ao bater os horários em que a câmera começava a operar com as passagens pelas catracas, os investigadores identificaram o frequentador.

Nesta terça-feira (22), policiais do 4º DP cumpriram mandado de busca e apreensão no apartamento do bancário, no Setor Marista, onde recolheram computadores, telefones celulares e mídias digitais. O homem foi conduzido à delegacia, prestou depoimento, admitiu os fatos e alegou a busca por satisfação pessoal.

Por não haver previsão legal de prisão preventiva para o crime de registro não autorizado de intimidade e nudez, o bancário responderá ao processo em liberdade neste momento. No entanto, o material eletrônico apreendido no Marista passará por rigorosa perícia técnica. Caso os peritos encontrem indícios de compartilhamento ou venda das imagens na internet, o enquadramento penal será alterado e a prisão do investigado poderá ser solicitada à Justiça.

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